Em busca da essência que
constitui a minha identidade, me perdi. Quais são as cores e os humores que
fazem de mim eu mesma e não um outro alguém?
Considerando que eu exista apenas
diante da alteridade, onde me localizar quando o limiar que me separa do mundo
é tão etéreo? Seria esse limiar etéreo parte da minha identidade? Seria, então
a minha identidade de essência mais volátil? Mas “mais” em relação a que ou
quem?
Quem eu sou só pode ser em
relação aos outros. É diante do outro que me reconheço e existo, e é na relação
com o outro que me constituo. Seria isso suficiente para nos reconhecermos
humanidade, interconectada e interdependente? Seria isso suficiente para
igualar os movimentos cíclicos de união e separação, os quais têm pendido para
a separação?
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